sábado, Outubro 21, 2006

Quem fala a seu tempo...

Quem fala a seu tempo, limitando a poucas palavras o espaço de muitas, está menos atreito à censura humana.

Píndaro (Séc. VI-V a.C.), 1ª Ode Pítica

segunda-feira, Outubro 02, 2006

A Crise na Educação

O amor dos filhos pelos seus pais tal como a ligação dos homens aos deuses é paralelo ao laço que nos une ao bem e ao que nos é superior. Na verdade, fizeram-lhes o melhor bem que lhes poderiam ter feito, são responsáveis pela sua existência e pela sua criação, e depois pela sua educação.
Aristóteles, Ética a Nicómaco, livro VIII, XII. (Séc. IV a.C.)
Já se disse anteriormente que a grande invenção do século XIX, a escola pública, tinha perdido a capacidade para aproximar as crianças da leitura. Os métodos utilizados para esse propósito, a absurda formação dos professores, a aversão ao trabalho duro, o amor pelos aparelhos electrónicos e os esforços para reproduzir e transformar o mundo exterior ditaram a ruína da educação em todo o Ocidente.
Barzun, Jacques, Da Alvorada à Decadência, 2000
Da dissolução e destruição das normas advém a debilidade, a falta de segurança e até a impossibilidade absoluta de qualquer acção educativa.
Jaeger, Werner, Paidéia, 1936

A actual crise na educação dos jovens reside em primeiro lugar na falência das instituições incumbidas desse papel: a família, a escola, o Estado (e poderemos incluir ainda o Mercado).
Aristóteles, o fundador do Liceu, já há 2400 anos atrás, reconhecia a importância da família, não só na criação dos filhos, mas também na sua educação. Ora a família tradicional desestruturou-se. Já não é o que era. Na maior parte dos casos, ambos os pais trabalham ou não estão presentes, isto quando a família não é monoparental, ou seja, só suportada por um dos pais. A tarefa de educar os filhos por parte da actual família, tornou-se portanto avassaladora. Confia-se agora o papel da educação das crianças a outras instituições, como se estas se pudessem substituir à família. A educação falha porque um dos seus pilares sucumbe, arrastando tudo o resto. Falha a educação, empobrece-se a cultura, dissolvem-se e degradam-se as regras, as normas e os valores. Torna-se impossível ou muito difícil levar a cabo qualquer acção educativa. Está aberto o ciclo da decadência civilizacional.

domingo, Outubro 01, 2006

Incursão na Andaluzia. 120 Km/h.

Fervilham os mares e os pomares de amores.

Já se pressentem os laranjais de Sevilha.

O carro galga e avança pelas estradas de Espanha.

Já se pressentem os laranjais de Sevilha.

O teu corpo, num arrepio, mergulha no mar.

Já se pressentem os laranjais de Sevilha.

No oceano do mundo, que não tem fundo.

Já se pressentem os laranjais de Sevilha.

Veleiros trazem especiarias,

Já se pressentem os laranjais de Sevilha.

Ouro, prata e marroquinarias.

Já se pressentem os laranjais de Sevilha!

Etiquetas